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À beira mar plantado, o concelho de Esposende cedo foi eleito como destino turístico balnear, fazendo crescer o comércio e o turismo. São estes os setores que mais empregam no município e que se debatem com o problema da sazonalidade e, tal como outras áreas de atividade, sofrem os efeitos da crise económica. Um quadro que a associação comercial e industrial do concelho de Esposende (ACICE) conhece bem, posicionando-se no terreno em defesa do tecido empresarial concelhio.


O comércio e o turismo são, atualmente, os setores mais representativos do tecido empresarial de Esposende, constituindo fontes geradoras de riqueza e de emprego, garante a associação comercial e industrial do concelho de Esposende (ACICE), que aponta um senão: são os mais vulneráveis neste momento de crise.

Enquanto destino turístico balnear, o concelho sofre os efeitos da sazonalidade. As empresas ligadas ao comércio e ao turismo, as que mais empregam, ressentem-se da perda de rendimentos das famílias, explica José Faria, o presidente da ACICE, adiantando que é por este motivo que a ACICE tem vindo a desenvolver inúmeras campanhas de apelo ao consumo no tecido empresarial do concelho, de forma a incutir na comunidade a necessidade de proteção do emprego dos trabalhadores. “A nossa terra e as nossas pessoas deverão ser a nossa prioridade neste momento especialmente difícil”, vinca.

O presidente da associação comercial e industrial afirma que a conjuntura económico-financeira tem afetado de forma transversal todos os setores de atividade no município. O elevado aumento da carga fiscal e as consequentes reduções dos rendimentos disponíveis, a par da excessiva dependência do turismo sazonal e dos mercados europeus, têm vindo a impor fortes restrições à atividade das empresas, especifica José Faria, manifestando, contudo, a esperança de que a retoma ocorra, ainda que, prevê, não tão rápido quanto seria desejável. O presidente da ACICE acredita na recuperação, e, sobretudo, na “coragem, responsabilidade e capacidade empreendedora” dos empresários esposendenses, postura que lhes tem permitido ultrapassar várias adversidades ao longo dos anos.

Mais apoio

Enquanto associação representativa dos diferentes setores de atividade, a ACICE tem direcionado a sua ação no sentido de garantir um apoio efetivo às empresas. Uma das principais apostas passa pela legalização do tecido empresarial de Esposende, “garantindo o cumprimento da legislação em vigor e a dotação de ferramentas de trabalho verdadeiramente eficazes neste período de crise”. A ACICE prevê aumentar, em 2012, o conjunto de serviços que disponibiliza aos associados, de forma a maximizar ainda mais os recursos disponíveis às empresas, aumentando, desta forma, a sua proteção e apoio.

Atendendo à atual conjuntura, a associação pretende colocar ao dispor das empresas a possibilidade de recurso aos diferentes projetos de financiamento disponibilizados pelo QREN, ao mesmo tempo que reforçará a proteção jurídica das empresas, nomeadamente junto de clientes e fornecedores de forma a garantir o cumprimento das obrigações contratualizadas. Serão ainda reforçadas as campanhas de apelo ao consumo, bem como de promoção das empresas do concelho de Esposende.

José Faria garante que, ao longo dos últimos anos, a ACICE tem colocado ao dispor dos empresários concelhios vários projetos de incentivos, alguns dos quais financiados parcialmente, o que tem possibilitado a muitas empresas o necessário apoio ao seu desenvolvimento, crescimento e modernização, e, em muitas situações, tem apoiado a criação e a consultoria necessária à sustentabilidade das empresas.
O presidente da ACICE alerta que, embora os apoios existam, “muitas são as situações em que as fases de candidatura do QREN não são de todo ajustadas à realidade do tecido empresarial de Esposende, impedindo a candidatura e consequente apoio às nossas empresas”.

A ACICE tem potenciado outras formas de apoio, ao nível do licenciamento, consultoria, formação e até ao nível legal, permitindo ultrapassar situações graves de problemas decorrentes do funcionamento das empresas.

Balanço positivo

Em atividade desde 1997, a associação comercial e industrial do concelho de Esposende tem “provas dadas na comunidade que se comprometeu servir”, assegura José Faria, apontando o trabalho desenvolvido junto do tecido empresarial, mas também da população, através do CNO – Centro Novas Oportunidades e do GIP – Gabinete de Inserção Profissional.

De uma “pequena instituição localizada num espaço cedido pelo município, com pouco mais do que umas dezenas de associados ( hoje são mais de 1000) e sem receita própria, a ACICE tornou-se numa estrutura significativamente diferente”, garante o presidente, afirmando que a associação “tem sido um verdadeiro pilar de apoio à comunidade esposendense, ajudando na criação de novas empresas, executando serviços imprescindíveis às empresas existentes e formando a população” José Faria vai mais longe e diz mesmo que a associação que dirige “ tem desempenhado uma missão verdadeiramente de serviço público, tendo inclusive sido reconhecida em 2010, através da atribuição do Estatuto de Utilidade Pública”.

Com um orçamento anual superior a 1 milhão de euros, a ACICE lançou mãos ao desafio de construir uma sede própria, através da requalificação de um edifício adquirido para o efeito, um investimento que “se afigura como vital para o desenvolvimento das atividades da ACICE no apoio à população e ao tecido empresarial”. José Faria realça o esforço financeiro que a obra representa para a associação, sublinhando que a cedência de um terreno, por parte da câmara municipal, permitiu reduzir parte do investimento, pelo que espera ter a nova sede pronta no prazo previsto, ou seja, dentro de oito meses.


Formação

Desde que desenvolve atividades formativas, a ACICE tem sido responsável pela formação de milhares de pessoas no concelho de Esposende, tendo ministrado mais de 350 cursos a mais de 5000 pessoas. Desde a formação EFA – Educação e Formação de Adultos, Formação Modular, Formação de Ativos, Formação de Integração na Vida Ativa, Formação de Empresários, Formação de Desempregados até Formação Específica dos diferentes setores de atividade, a associação tem sido responsável por muitas pessoas adquirirem novas competências, tornando-as mais competitivas no mercado de trabalho.

José Faria destaca que “a aposta formativa da ACICE é estabelecida de acordo com as reais necessidades do tecido empresarial”. Por outro lado, refere, a ACICE criou o GIP- Gabinete de Inserção Profissional, que é responsável pelo encaminhamento da população desempregada para as ofertas de emprego disponibilizadas pelo tecido empresarial e para a oferta formativa existente, funcionando com o apoio do CNO – Centro Novas Oportunidades.  

O presidente da associação comercial e industrial assegura que é positivo o trabalho que o GIP tem vindo a desenvolver, já que “criou uma efetiva dinamização do mercado de trabalho do concelho, permitindo que as empresas garantam que as suas necessidades são efetivamente suprimidas por recursos humanos qualificados para os postos de trabalho”.

Dinâmica

Em 2011, a ACICE entendeu dar uma nova vida à animação da cidade de Esposende, desenvolvendo duas iniciativas de grande dimensão, nomeadamente o Esposende Fashion, em agosto, e a Feira Medieval, em setembro, que “superaram efetivamente as melhores expectativas ao atraírem até Esposende milhares de pessoas”.

José Faria destaca a “enorme dinâmica gerada, que se traduziu em melhores oportunidades de negócio para os comerciantes” e adianta que por terem constituído uma mais-valia para o tecido empresarial, a ACICE pretende repetir estes eventos, este ano.

José Faria deixa, ainda, uma mensagem de esperança: “os sacrifícios que todos temos feito para manter em atividade as nossas empresas, serão efetivamente compensados num futuro próximo, pelo que temos de continuar a lutar pelo futuro do nosso concelho”.


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